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Como escolher um roteirizador para frota de 2 a 10 veículos
As perguntas que separam um sistema de roteiro útil de uma tela bonita que ninguém usa depois do primeiro mês. Cobrança, exigência...
Custos
Quase toda distribuidora sabe quanto gasta de combustível no mês e quase nenhuma sabe quanto custa parar em um cliente. É essa segunda conta que decide pedido mínimo e frequência de visita.
Saber o custo por parada mostra se uma rota dá margem ou apenas ocupa veículo, equipe e caixa. Com uma planilha simples, você consegue transformar os custos do dia em regras para pedido mínimo, taxa de entrega e frequência de visita.
O custo por entrega, na operação local, não depende só da distância rodada. Um veículo pode percorrer poucos quilômetros e ainda assim custar caro se passar muito tempo esperando, descarregando ou voltando para refazer entregas.
Por isso, o indicador principal é o custo por parada efetiva. Ele divide o custo total da rota pelas paradas que foram realmente concluídas, não pelas que estavam previstas no roteiro.
Para aprofundar: como escolher um roteirizador de entrega.
A conta básica é:
Custo por parada = custo total da rota ÷ número de paradas efetivas
Se uma rota foi planejada com 20 paradas, mas quatro clientes não receberam por ausência, recusa, falta de pagamento ou erro de endereço, a divisão deve ser feita por 16. O veículo, o motorista, o combustível e o tempo já foram consumidos.
Esse detalhe evita uma conclusão enganosa. Dividir o custo pelas 20 paradas planejadas faz a rota parecer mais barata do que foi. Na prática, as entregas não concluídas aumentam o custo de cada cliente atendido e ainda criam trabalho para o dia seguinte.
O custo por quilômetro continua útil para acompanhar consumo e manutenção. Mas, para decidir se um pedido pequeno deve sair hoje, se uma região precisa de taxa de entrega ou se um cliente deve receber menos vezes, o custo por parada costuma ser mais direto.
A regra é simples: inclua todo custo que existe porque aquele veículo saiu para entregar. Alguns itens são fáceis de enxergar, como combustível e pedágio. Outros exigem rateio, como seguro, galpão e equipe de carregamento.
Separe os custos em dois grupos. O primeiro varia conforme o uso do veículo. O segundo existe mesmo em dias com menos entregas.
Inclua, conforme a realidade da operação:
Não é necessário calcular cada pneu usado naquele dia. Você pode levantar o gasto mensal com pneus e manutenção e dividir pelos dias ou quilômetros rodados, desde que use o mesmo critério todos os meses.
Também entram na conta:
O salário precisa considerar o custo completo para a empresa, não apenas o valor líquido pago ao funcionário. A composição depende de férias, décimo terceiro, FGTS, benefícios, convenção coletiva e outros encargos aplicáveis. Vale validar o cálculo com a contabilidade.
O rateio do galpão não precisa ser sofisticado no início. Você pode dividir os custos mensais da expedição pelo número de dias de operação ou pelo número médio de rotas. O importante é não tratar carregamento como se fosse gratuito.
A primeira versão da conta pode ser feita em poucas horas, usando notas de combustível, folha de pagamento, despesas do veículo e relatório de entregas. Não espere ter dados perfeitos para começar, mas registre as premissas usadas.
Faça o cálculo por veículo ou por tipo de veículo. Uma van, uma Fiorino, um VUC e um caminhão leve têm custos, capacidade e tempos de parada diferentes. Misturar tudo em uma única média pode esconder onde está o prejuízo.
Uma estrutura de planilha mental fica assim:
| Item | Como apurar |
|---|---|
| Custo diário do veículo | Custos mensais do veículo divididos pelos dias de saída |
| Custo diário da equipe | Custo mensal de motorista e ajudante dividido pelos dias de saída |
| Rateio operacional | Galpão, carregamento e expedição divididos pelas rotas ou dias |
| Custo total da rota | Soma dos três itens, mais combustível, pedágio e despesas específicas |
| Custo por parada | Custo total da rota dividido pelas paradas efetivas |
Se houver mais de uma viagem no mesmo dia, trate cada saída como uma rota. Isso é especialmente importante em operações de água, gás e bebidas, nas quais o veículo pode voltar, recarregar e atender uma segunda leva de pedidos.
O erro mais comum é usar apenas o combustível. Outro erro é calcular uma média mensal e esquecer que certos bairros, clientes e tipos de pedido consomem mais tempo. A média serve como ponto de partida, não como sentença para todos os casos.
Dois clientes na mesma rua podem ter custos muito diferentes. Um recebe duas caixas na porta, assina e libera o veículo. O outro recebe quarenta volumes, exige conferência, tem escada, pede separação por setor ou demora para disponibilizar alguém para descarregar.
A distância é parecida, mas o uso do veículo e da equipe não é. Esse é o motivo pelo qual o tempo de descarga deve entrar na análise de custo por parada.
Para chegar a esse número com dado do dia a dia, existe o custo por parada do Percursa.
Comece anotando, por alguns dias, a hora de chegada e a hora de saída dos clientes mais frequentes. Não precisa medir todos no primeiro mês. Meça os clientes que recebem pedidos grandes, geram espera ou aparecem com frequência nas reclamações da equipe.
Depois, crie faixas simples:
| Faixa de parada | Característica | Decisão possível |
|---|---|---|
| Rápida | Descarga e confirmação sem espera relevante | Manter na rota normal |
| Média | Mais volumes ou conferência mais longa | Considerar pedido mínimo maior |
| Demorada | Espera, descarga pesada ou dificuldade de acesso | Agendar janela, cobrar taxa ou reduzir frequência |
O objetivo não é punir o cliente que compra mais. Muitas vezes, um pedido grande compensa o tempo adicional porque aumenta a margem por parada. O problema é o pedido pequeno que ocupa uma vaga longa no roteiro.
Uma rota tem capacidade limitada por tempo, não apenas por espaço no veículo. Se uma parada demorada impede outras três entregas, seu custo não está apenas na descarga. Está nas entregas que deixaram de caber naquele dia.
Quando uma entrega não é concluída, a perda não se resume ao combustível da primeira tentativa. O veículo já foi até o local, a equipe gastou tempo e a parada ocupou espaço no roteiro.
A reentrega soma dois componentes:
Custo da reentrega = custo da tentativa perdida + custo da vaga ocupada no roteiro seguinte
A tentativa perdida inclui deslocamento, tempo de motorista e ajudante, além do impacto sobre as demais paradas. A vaga ocupada é o que deixa de caber no roteiro seguinte porque aquele pedido voltou para a operação.
Isso é relevante para entregas com pagamento na porta, cliente ausente, endereço incompleto, restrição de acesso, estabelecimento fechado ou recusa de mercadoria. Em todos esses casos, o insucesso precisa aparecer no relatório.
Registre o motivo da não entrega em categorias simples:
Com poucas semanas de registro, você identifica se o problema está no cadastro, na confirmação do pedido, na cobrança, na separação ou na programação da rota. A correção não é sempre cobrar uma taxa. Às vezes, uma ligação antes de carregar evita a reentrega.
Leitura complementar: Google Maps, planilha ou roteirizador.
O custo por parada não serve apenas para cortar clientes. Ele ajuda a definir uma condição de atendimento que preserve a relação e evite prejuízo recorrente.
Use o número para criar regras por região e por perfil de pedido. Um bairro próximo, com alta concentração de clientes, pode suportar pedidos menores. Uma região distante ou com muitas paradas demoradas precisa de outra condição.
As decisões mais comuns são:
Não use apenas o faturamento para decidir. Compare margem do pedido, custo por parada, tempo de descarga e frequência de compra. Um cliente pequeno, mas concentrado em uma rota eficiente, pode ser rentável. Um pedido maior, em local isolado e com reentrega frequente, pode não ser.
Ao conversar com um cliente que dá prejuízo, evite dizer que ele “não compensa”. Apresente uma condição operacional objetiva: “Para manter a entrega nessa região, trabalhamos com pedido mínimo, taxa abaixo desse valor ou entrega em dias programados.” Assim, o cliente pode escolher entre aumentar o pedido, ajustar a frequência ou pagar pelo serviço adicional.
Calcular custo por entrega começa com uma conta simples, mas melhora quando você separa veículo, equipe, descarga e insucessos. Acompanhe mensalmente, compare regiões e revise as regras quando mudar combustível, frota, equipe ou volume de paradas.
O Percursa ajuda a organizar a ordem de parada antes do carregamento e a reprogramar para o roteiro seguinte o que não foi entregue. Com essa visão, fica mais fácil medir paradas efetivas, identificar reentregas e tomar decisões comerciais com base na operação. Peça uma demonstração para avaliar como isso se encaixa na sua rotina.
Este conteúdo é assinado por Jimenez Julien, editor do Percursa.
O Percursa fecha cada rota com quilometragem, tempo e paradas efetivas, e distribui o custo do dia entre os clientes atendidos. O ranking mostra quem consome mais rota do que pedido.
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